DJALMA COUTINHO, CHAIRMAN DA FEELING., EM ENTREVISTA A REVISTA ALUMÍNIO.

Há 17 anos, Djalma Coutinho encontrou um nicho e veio tomando conta dele por toda América Latina, em que é líder de mercado, com a Feeling Structures. A  marca assina as estruturas de alumínio dos palcos, cenários, passarelas, barricadas e coberturas de grandes eventos e shows de estrelas mundiais. A sacada de sucesso, Coutinho conta, está na combinação entre investimento pesado em controle e certificação de processos, desenvolvimento de produtos e na aposta do alumínio como matéria-prima. “Criamos formas de dimensionamento próprias, que otimizam o uso do alumínio, reduzindo custos de fabricação e garantindo a resistência necessária”, diz o chairman.
Com metodologia própria de montagem e desmontagem das estruturas, a empresa promete oferecer economia no tempo para quem usa seus produtos. “Isso tornou-se importante estratégia de nossos negócios”. O alumínio, ele explica, é parte essencial: “O tempo de montagem cai drasticamente” e “reduz-se o custo operacional como um todo”. A experiência da empresa, que não apenas vende as estruturas, mas também tem uma divisão que as aluga e monta para os eventos, começa a cruzar novas fronteiras, com um escritório em Las Vegas, aberto em 2013. Confira.

1-  A VELOCIDADE NA MONTAGEM E DESMONTAGEM DE PALCOS E ESTRUTURAS DE SHOWS É ESTRATÉGICA NO SEU NEGÓCIO, COMO O ALUMÍNIO PARTICIPA DISSO?

Propomos soluções ousadas com resultados extraordinários em economia no tempo de montagem e desmontagem. Isso tornou-se uma importante estratégia de nossos negócios. E o alumínio traz exatamente esse conceito: nos garante resistência em cargas e redução no tempo de montagem, pela facilidade do manuseio e da logística. A árvore de Natal do Ibirapuera, por exemplo, era feita em aço, o que exigia 80 toneladas de material. Empregando alumínio, reduzimos isso a 35 toneladas, com muito menos mão de obra: dez pessoas; com aço, muito mais. Reduz-se o custo operacional como um todo. E o tempo cai drasticamente: com alumínio, montamos em oito dias, com aço, em três meses.

2- NA MONTAGEM DE SHOWS, QUAL IMPACTO?

Em grandes palcos de shows, reduzimos o tempo da montagem em, pelo menos, 40%, dependendo da estrutura logística do estádio. Se for em aço, o tempo de montagem chega a ser inviável em algumas arenas.

3- O SR. CITOU OS CUSTOS OPERACIONAIS. COMO ISSO É PERCEBIDO PELAS LOCADORAS DE ESTRUTURAS QUE UTILIZAM SEU PRODUTO?

A locadora sai ganhando nos custos operacionais reduzidos e com economia de tempo, ao longo do uso. Inicialmente, ela tem um investimento cerca de 40% maior comprando meu produto. Em dois anos, ela recupera o capital e passa a lucrar. Isso fica interessante quando se em conta o fato de que o produto dura mais de duas décadas. Eu tenho a empresa a 17 anos e os produtos que fizemos no primeiro ano de empresa ainda estão sendo usados, misturados aos novos, sem se distinguir dos demais – estão perfeitos. Ou seja, a empresa lucra por muito tempo com o investimento inicial bem planejado.

4- E DEPOIS ELES PODEM SER RECICLADOS. COMO FUNCIONA ISSO NA FEELING?

Sem dúvida e nós investimos nisso. Caso alguma estrutura sofra empenamento, danos sérios ou o cliente queira substituir, nós recebom essas estruturas do cliente e encaminhamos para reciclagem. Fazendo isso, dou desconto de 40% sobre o valor do produto novo correspondente. Em volume, isso não é muito, cerca de 20 toneladas, o que corresponde a uma parte pequena das 800 a 1000 toneladas que usamos de alumínio no ano.

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